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Pauliki intermedia parceria do IMM com o governo do Ceará

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O governo do Ceará, inspirado no Sistema Prisional do Paraná, formalizou parceria com o Instituto Mundo Melhor, de Ponta Grossa. A assinatura do Termo de Cooperação Técnica aconteceu, nesta terça-feira (02), na sala da Presidência da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A cada 12 horas de treinamento, os detentos receberão um dia de remissão de pena, além de serem qualificados para o mercado de trabalho. O Instituto Mundo Melhor já fez a doação das salas virtuais e disponibilizou vários cursos on-line. Eles abrangem temas como noções de informática, empregabilidade, governança doméstica, gestão de negócios, entre outros, e são certificados academicamente pela Faculdade União – Grupo Kroton Educacional. 

De acordo com Jeroslau Pauliki, presidente do IMM, a reinserção social atinge a figura humana do apenado, resgatando valores e dando a ele condições de se profissionalizar numa área de seu interesse. A ampliação das possibilidades de estudo dentro do sistema prisional é uma importante forma de socialização. Os cursos de qualificação dão uma nova chance aos detentos do sistema penitenciário e reduzem o risco de que voltem a praticar delitos ao serem reinseridos na sociedade. São pessoas que necessitam de apoio, pois retornarão ao convívio em sociedade. Trata-se mesmo de uma responsabilidade que todos nós precisamos compartilhar, afirma. Ele acrescenta que, apresentando projetos e programas de recuperação e formação do indivíduo privado de liberdade, é possível aproximar a comunidade e os representantes da sociedade civil organizada no processo da execução da pena. A Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) do Ceará possui uma Casa de Custódia para atender pessoas privadas de liberdade em regime aberto, semiaberto e monitoradas eletronicamente. 

A estratégia é oferecer mais um serviço para que essas pessoas sejam capacitadas para o mercado de trabalho, explica Cristiane Gadelha, coordenadora de Inclusão Social do Preso e do Egresso. Serão ofertadas 20 vagas no período da manhã e 20 à tarde. O IMM veio para potencializar nosso trabalho de ressocialização e qualificação profissional dos apenados. Tenho certeza de que a iniciativa será muito bem aproveitada, garante. Esse projeto representa uma luz no fim do túnel para as pessoas que, justamente por falta de educação, caem na criminalidade. É a oportunidade a mais que eles têm de rentabilidade para sustentar suas famílias através do seu conhecimento comenta o vice-presidente da Alep, Jonas Guimarães. Para ele, o ambiente prisional almeja a transformação da pessoa humana, não pode mais ser visto como simples mecanismo de segregação social. A assinatura desse convênio com o governo do Ceará é um exemplo perfeito de que quando existem projetos técnicos e as questões políticas são deixadas em segundo plano, a sociedade ganha. O governo federal, estadual e a iniciativa privada se uniram com o intuito de resgatar as pessoas que cumprem medidas penais. A parceria público-privada é uma excelente forma de permitir que particulares assumam demandas da população, sem ônus para a administração pública e, ainda, atraindo recursos disponíveis na sociedade civil, destaca o fundador do IMM, Marcio Pauliki. O tratamento penal humanizado também foi comentado por Glacélia Quadros, coordenadora de Educação, Qualificação e Profissionalização de Apenados do Departamento de Execução Penal (Depen). O IMM colocou o sistema prisional do Paraná na vanguarda da educação à distância. Foi um passo corajoso de ambos oferecer cursos num ambiente tão árido e carente. 

A sequência de assuntos temáticos que fazem a diferença para os detentos e oferecem ferramentas básicas, como introdução ao mundo informatizado. Isso se mostrou tão verdade que uma das presas que foi recordista de cursos, hoje, está em liberdade trabalhando no Tribunal de Justiça. Nós temos muitos outros exemplos como esse, comemora. O projeto teve início, em 2012, em parceria com a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. Atualmente, existem salas virtuais funcionando em duas unidades prisionais, a Penitenciária Feminina do Paraná e o Centro de Regime Semiaberto Feminino de Curitiba. A Penitenciária Estadual de Ponta Grossa, a Casa de Custódia de Piraquara e a Colônia Penal Agroindustrial do Paraná. Nesses três anos, foram realizados 1.068 cursos. Atualmente, estão disponíveis 118 cursos na área de informática, administração, empreendedorismo, saúde, educação, governança doméstica e idiomas. O Ministério da Justiça já reconheceu a importância da iniciativa e recomendou que o projeto seja levado para todo o Brasil. Leia mais sobre esse assunto: http://institutomm.com.br/noticia.php?id=335 

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