15 jul 2010
Semana passada fiz um comentário sobre as “deficiências ” do ginásio para deficientes e esta semana houveram algumas reportagens sobre o tema na TVM e RPC e agora o poder publico por intermédio de seu secretario de esportes informa que esta se tomando as providencias necessárias para que finalmente , após quase 1 ano e meio, seja finalizado a piscina que nunca viu água na vida e as demais manutenções para que realmente sirva para aqueles o qual foi construído.Mas ainda tem boi na linha pois achei muito estranho a secretaria pedir a retirada da APEDEF do local, pois afinal de contas o ideal e que a coordenação do ginásio seja realizada por aqueles que justamente usufruem do espaço … Triste e saber que enquanto a iniciativa privada ajuda a APEDEF a se destacar e resgatar parte de sua cidadania por intermédio do esporte , o próprio poder publico pede para despeja-los… Na verdade ,temo que esta decisão tenha sido motivada por questões pessoais contra o coordenador da entidade (Sr Noel)… esquecendo assim que os verdadeiros prejudicados sao justamente aqueles que mais necessitam do ginásio … os deficientes físicos
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3 comentários para "E uma pena que questões políticas estão acima das questões sociais…"
Caro Márcio. Não há dúvidas que esta politicagem, e é assim que me obrigo a denominá-la, está por trás do triste episódio do ginásio para o deficiente. O que vou escrever agora não escutei de ninguém. Ou ouvi ou ví as coisas acontecendo. A Secretaria de Planejamento nem sabia de quem era a responsabilidade do Ginásio. O responsável pela pasta, Sr. Krüger, chegou a cometer a gafe de dizer que o ginásio era de responsabilidade da APEDEF e que os deficientes já teriam entrado na piscina. Coisa de quem não tinha conhecimento do assunto. É óbvio que a obra apresenta falhas de execução, e era a secretaria de planejamento que deveria ter feito a fiscalização adequada. Por sua vez o vereador Júlio Küller, ao invés de estar fiscalizando a falta de fiscalização que houve na obra, se preocupou em ficar questionando o Secretário Marcelo Martins sobre quando a APEDEF iria ser retirada do Ginásio, como se ela fosse responsável pela falta de utilização do espaço. A APEDEF foi convidada a ficar no ginásio porque hoje é a maior representante do esporte de Ponta Grossa. Seu eu fosse o presidente da entidade nem aceitaria receber uma obra inacabada, que serviu apenas aos interesses políticos. Resumindo. Depois do Ginásio do Deficiente pular de uma mão para a outra, da secretaria de planejamento ter pisado sério na bola, do ginásio ter sido inaugurado às pressas, e sem estar devidamente qualificado para atender a todos os fins propostos, depois do senhore vereador utilizar a situação como plataforma política, sobrou para APEDEF a denominação de incompetente. Vamos ver, se depois da administra;cão pública ser taxada de incompetente, o ginásio realmente será ocupado. Tenho certeza que agora o vereador Júlio Küller vai batalhar para o deficiente frenquentar o espaço. Aliás, esta força de vontade ele devia ter demonstrado para criticar a conclusão e inauguração precipitada da obra. E mais uma vez o cidadão perde com isso. Afinal o dinheiro utilizado na obra é da nossa contribuição e somos nós que vamos pagar isso em suaves prestações. Uma pena mesmo.
Marcio e demais leitores.
Como é fácil para os nossos representantes, ou melhor, procuradores para gastar o dinheiro que pagamos em impostos fazer as obras “pela metade”, sem planejamentos, sem acabamentos, sem pensar como será usado, mantido, cuidado,……….
Esta situação só vai mudar o dia em que os responsáveis tiverem que reembolsar os cofres públicos pelos prejuizos que causam agindo da forma como agiram nesta obra.
Enquanto não chegar este dia, temos que usar de todas as ferramentas e meios para repudiar, reclamar e fazer o povo entender que precisamos de renovação constante na hora de eleger nossos representantes. Porque assim, acredito que, de tanto tentar um dia vamos acertar na escolhas.
Márcio e amigos.
Sobre a questão, penso que como princípio fundamental aos executores de políticas públicas (ou postulantes) é realmente construir programas que sejam pautados e “objetivos humanos e socias” e não apenas em “ações” sem dimensioná-las a médio/longo prazo.
Existe, por exemplo, um documento da ONU (2002) chamado ESPORTE PARA O DESENVOLVIMENTO E A PAZ. Este documento, organizado por uma Força Tarefa da ONU, mostra a importância do Esporte relacionado às Metas de Desenvolvimento do Milênio (chamadas popularmente de Oito jeitos de mudar o mundo).
Muitas indicativos do documento já foram absorvidos por políticas nacionais via Ministério do Esporte e por diversos estados e municípios brasileiros. Por aqui, ainda vamos engatinhando, reproduzindo, brigando por espaços, salas, ginásios.
Temos uma década onde o esporte pode, DE VERDADE, ser elemento importante, educativo, promotor de qualidade de vida e cidadania, MAS, para isso, planos e programas devem pensá-lo com algo a mais, sob o risco de fazer igual…sempre…!
Atenciosamente
Nei Alberto Salles Filho
UEPG
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